Quem disse que é impossível viajar no tempo errou. Por mais que eu goste de toda a teoria tecnológica a respeito do tema, o que me aconteceu hoje foi muito mais simples e também por isso, muito mais gostoso. Passei o dia com o meu padrinho de casamento, que por sinal foi meu colega de escola, isso por si só já te leva a lembrar de coisas passadas, e ainda fizemos algo que juramos nunca fazer: Voltar à escola depois de nos formarmos. Estávamos na casa dele, após terminar alguns afazeres quando tive a brilhante idéia e comentei - Pô, vamos lá na escola? - ele me indagou o motivo de tal estapafúrdia idéia e eu arrematei - Vamos ver quem ainda está lá dos nossos professores. - o que nunca me passou pela cabeça era a viagem que estava prestes a realizar.
Logo quando estacionei de fronte ao colégio, percebi que pouco ou quase nada havia mudado. Já havia passado na frente da escola antes, mas nunca reparara isso, era exatamente a mesma escola de seis anos atrás, o que denuncia um certo desleixo por parte de nosso Governador do Estado, de imediato viajei. Vi me ali parado há uns doze anos, eu tinha onze, estava ingressando a quinta série do ensino fundamental. muitas coisas aconteceram ali, minhas primeiras paixões, alguns amigos para toda a vida e muitas desventuras, sem mencionar a salivada no cabelo na menina e a suspensão no primeiro dia de aula.
Andando por aqueles corredores, muitas imagens me vieram à mente, meu primeiro beijo fora ali e muitos outros que se seguiram, lembrei do time de basquete, da antiga diretora, que recebera o apelido de nove e meio, devido à falta do pedaço de um dos dedos, vi alguns de meus professores e soube que infelizmente outros não estavam mais lá e talvez nem estejam mais entre nós. Revivi várias passagens de minha vida em instantes e imagens demasiadas gostosas brotavam do fundo da minha mente diante de meus olhos, era como um filme da vida real, e era a minha vida.
A diretora é a mesma de quando eu meu formei, Karen, ou O Diabo Loiro, éramos muito bons com apelidos, recordo-me que fui seu braço direito e mais respeitado do que ela mesma nos tempo de presidência do Grêmio Estudantil, olhando a quadra da escola, vi o time de basquete treinando, com a atenção dividida entre o treino e as meninas que chamavam nossos nomes e ofereciam-nos balas e pirulitos. Foi uma época muito boa em minha vida, e ficará para todo o sempre guardada na minha memória, e aqueles que fizeram parte destes dias, saibam que os carrego sempre comigo.
Blog de Crônicas, busco mostrar aqui um pouco da realidade sob a minha perspectiva.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Meu egoísmo
Às vezes me pego com certos pensamentos incomuns, e me pergunto o que realmente vale a pena. Será que preciso de um carro do ano, ou de um apartamento maior, talvez uma amante ou qualquer coisa que possa afirmar a minha existência, afinal de contas para o que ou quem estamos aqui? Talvez seja a pergunta do século, e como já citei em outra oportunidade, eu odeio clichês, então logo tiro isso da cabeça. Hoje tive uma notícia verdadeiramente ruim, apesar do ótimo dia de trabalho e de alguns bons negócios, foi algo que me derrubou.
Eu costumo dizer que família é boa quando está longe, mas nunca desejei estar tão próximo quanto desejo nesse momento, enquanto escrevo essas linhas e tento de alguma forma amenizar o impacto da notícia, minhas irmãs e minha mãe, consolam minha irmã mais velha pela perda de seu filho. Não sabíamos o sexo e não tinha nome definido, mas já era parte da nossa família, uma partizinha que viria numa hora para devolver-nos aos eixos, eixos esses que sumiram após a morte do nosso pai. E isso me leva de volta a pergunta: Afinal para que diabos estamos aqui? Se temos o direito de ser feliz, posso dizer que a felicidade não vem a cavalo, claro que enquanto eu reclamo pela minha perda o mundo rui, mas para falar a verdade, hoje estou um pouco egoísta.
Poxa, estava tudo indo tão bem, penso que é muito bom ter Deus no coração nessa hora, mas ele podia ter nos dado essa felicidade. Acredito que Ele tem seus desígnios, mas podia ter deixado essa passar. Sou um cara otimista, e como queríamos um menino que se chamaria Renato (um dos últimos pedidos do meu pai era esse), vou chamá-lo assim. Ele não havia nem chego ao mundo e já era muito amado, odeio escrever no passado, dá uma aparência melancólica ao texto, mas hoje estou um pouco egoísta.
Não queria escrever sobre isso, mas tem algum tempo que não escrevo nada e essa notícia realmente acabou comigo. Ao menos posso pensar que o Renato terá alguém para brincar, aposto que meu pai irá adorar recebê-lo no céu.
domingo, 10 de outubro de 2010
Proibido
Diz o velho ditado - Tudo o que é proibido, é mais gostoso - Quisera eu que fosse mentira esse dito popular. Devemos ter alguma espécie de atração fatal por tudo o que não nos é permitido, às vezes me pergunto o motivo dessa vontade de experimentar algo que nos é impedido, mas o corpo coça, as mãos tremem, ficamos positivamente excitados em uma situação assim. O mais curioso, parece que não medimos o risco ao qual estamos nos submetendo e só após o alivio de ver-se livre de encrencas é que pensamos - Caramba, eu podia ter me ferrado. - Se ao menos tivemos a chance de pensar assim, é porque deu tudo certo.
Sempre ouvi dizer que a mão queimada ensina melhor do que a teoria sobre o fogo, e isso prova ser muito verdadeiro, quando aplicamos ao nosso cotidiano, quantas vezes não ouvimos nossos pais dizerem para não fazermos algo, ou fazermos de uma outra maneira e nunca damos ouvidos a eles, o que acontece? Nos damos mal. Parece que os pais tem uma bola de cristal para saber quando iremos passar por maus bocados, e mesmo assim teimamos em não ouvi-los. Talvez um dia eu tenha esse sexto sentido ou essa bola de cristal, e aí quem sabe possa evitar esse tipo de situação.
Voltando ao proibido e gostoso, quem nunca arriscou uns beijos mais ardentes na sala da casa da namorada, ou nas escadas do prédio, são situações perigosas e muito gostosas, ou então sair com a filha do Capitão Nascimento, embora seja um risco que eu preferiria não correr, seria particularmente prazeroso. Talvez o mais gostoso dos proibidos seja dormir no trabalho, você evita uma coisa que não quer fazer e faz uma que adora. Eu faço algumas coisas que me são proibidas, uma delas é escrever particularidades nesse blog, minha esposa fica uma fera. Não posso dizer nem que é engraçado, muitas vezes fazer algo proibido custa vidas. Tudo tem limites, e certos limites merecem ser respeitados, e olha que nunca fui um cara respeitador de limites, mas sempre amei minha vida. Vamos nos divertir ao máximo, respeitando os limites que merecem respeito, o resto... bom o resto é resto.
Sempre ouvi dizer que a mão queimada ensina melhor do que a teoria sobre o fogo, e isso prova ser muito verdadeiro, quando aplicamos ao nosso cotidiano, quantas vezes não ouvimos nossos pais dizerem para não fazermos algo, ou fazermos de uma outra maneira e nunca damos ouvidos a eles, o que acontece? Nos damos mal. Parece que os pais tem uma bola de cristal para saber quando iremos passar por maus bocados, e mesmo assim teimamos em não ouvi-los. Talvez um dia eu tenha esse sexto sentido ou essa bola de cristal, e aí quem sabe possa evitar esse tipo de situação.
Voltando ao proibido e gostoso, quem nunca arriscou uns beijos mais ardentes na sala da casa da namorada, ou nas escadas do prédio, são situações perigosas e muito gostosas, ou então sair com a filha do Capitão Nascimento, embora seja um risco que eu preferiria não correr, seria particularmente prazeroso. Talvez o mais gostoso dos proibidos seja dormir no trabalho, você evita uma coisa que não quer fazer e faz uma que adora. Eu faço algumas coisas que me são proibidas, uma delas é escrever particularidades nesse blog, minha esposa fica uma fera. Não posso dizer nem que é engraçado, muitas vezes fazer algo proibido custa vidas. Tudo tem limites, e certos limites merecem ser respeitados, e olha que nunca fui um cara respeitador de limites, mas sempre amei minha vida. Vamos nos divertir ao máximo, respeitando os limites que merecem respeito, o resto... bom o resto é resto.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Dilemas de um escritor
Sempre achei que a vida de um escritor era muito agitada, com festas, autógrafos e tudo mais. Agora que eu também escrevo e pretendo lançar um livro vejo que não é bem assim. Pra começar, um escritor amador, tem que ter um emprego para sobreviver, ou seja, já não se dedica tempo integral ao que realmente gosta e quando pode escrever, está cansado, o que reduz exponencialmente as possibilidades de sair algo bom. Consegui um novo emprego, que rouba grande parte do meu tempo, mas apesar de tudo o que tem impedido os meus devaneios à frente do PC, é a falta de inspiração, não sei se está relacionada ao cansaço físico e mental ao qual estou me submetendo, o fato é que não tenho conseguido escrever, o que me entristece muito, eu adoro escrever.
Estive pensando, quantos bons escritores nunca aparecem por conta disso? Quantos bons escritores nunca publicam e quantos nunca nem descobrem que são bons escritores? Num país como o Brasil, talvez a grande maioria nem descubra mesmo, é duro pensar assim, gostaria que nosso Brasil, tão bom em vários aspectos fosse também um país onde pudéssemos crescer com educação de qualidade, sem ter que pagar valores exorbitantes para isso. Voltando à realidade (ou pelo menos à minha), escrever é algo que me eleva, faz com que tire muitas coisas da cabeça, é como se tudo o mais não importasse, somos só eu e o computador. Devaneios à parte, gostaria de saber, quem tem coragem de investir em educação de qualidade no Brasil, vejo todos falando em saúde, transporte, salário, mas o que realmente importa que é EDUCAÇÃO, falam muito pouco. Eu não gosto de falar de política, mas a verdade é que nossos políticos querem que sejamos burros, enquanto a população for ignorante, continuará vendendo seu voto, seja de qualquer maneira.
Quisera um Brasil onde os escritores brotam com a facilidade de um jogador de futebol, e onde possamos viver sabendo que nossos herdeiros terão algo de bom para usufruir.
Estive pensando, quantos bons escritores nunca aparecem por conta disso? Quantos bons escritores nunca publicam e quantos nunca nem descobrem que são bons escritores? Num país como o Brasil, talvez a grande maioria nem descubra mesmo, é duro pensar assim, gostaria que nosso Brasil, tão bom em vários aspectos fosse também um país onde pudéssemos crescer com educação de qualidade, sem ter que pagar valores exorbitantes para isso. Voltando à realidade (ou pelo menos à minha), escrever é algo que me eleva, faz com que tire muitas coisas da cabeça, é como se tudo o mais não importasse, somos só eu e o computador. Devaneios à parte, gostaria de saber, quem tem coragem de investir em educação de qualidade no Brasil, vejo todos falando em saúde, transporte, salário, mas o que realmente importa que é EDUCAÇÃO, falam muito pouco. Eu não gosto de falar de política, mas a verdade é que nossos políticos querem que sejamos burros, enquanto a população for ignorante, continuará vendendo seu voto, seja de qualquer maneira.
Quisera um Brasil onde os escritores brotam com a facilidade de um jogador de futebol, e onde possamos viver sabendo que nossos herdeiros terão algo de bom para usufruir.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Diário
Sempre achei curioso e ligeiramente perigoso esse artigo, na sua maioria, feminino. Certa vez até me arrisquei a escrever um, não preciso dizer que fui infeliz não é?! O curioso sobre diários é que, na verdade ele nunca guarda algo como um segredo mortal ou a solução de um mistério para a polícia, mas para quem o escreve, é mais valioso que uma pilha de ouro, e para os irmãos mais velhos vale duas pilhas. Lembro a primeira vez que escrevi no meu diário, tinha 09 anos e estava trancado no carro com avó, esperando a meia-irmã do meu pai na escola, ele tinha uma Brasília e no rádio tocava uma moda de viola que ele rudemente entoava em dueto com o aparelho, eu no alge da minha infância odiava tudo aquilo e posso garantir que teria pulado fora do carro se este tivesse 4 portas. Como não o tinha, resisti bravamente àquela tortura psicológica e resolvi escrever no meu diário, pobre coitado.
Outra coisa que me incomoda nos diários é o valor que eles tem para os outros, principalmente em se tratando de irmãos mais velhos, por sorte eu só tive irmãs, mas meus amigos fizeram as vezes de me amolarem por causa do citado. E olha que como homem, ou menino na época, eu nem colocava nada de extraordinário nele, só os acontecimentos do dia e mesmo assim, todos os dias alguém queria ler, e sempre que alguém o lia eu tinha problemas. O legal dos diários é mesmo pegar o de alguém, minhas irmãs viravam verdadeiras feras quando eu as ameaçava com algum artigo interessante que lera nas suas páginas. Sempre relacionado a algum carinha da escola ou da rua e eu me divertia. Digo que podem ser perigosos, porque tentar ler o diário de uma menina pode levar à uma morte lenta e dolorosa se for pego com a boca na butija, se der sorte isso não acontecerá, mas se acontecer que Deus lhe proteja. Certa vez uma das minhas irmãs me pegou abrindo o diário e não preciso nem contar que tomei uma vassourada, porque na verdade até hoje não sei ao certo se era mesmo uma vassoura. Na verdade nunca vi muita utilidade em diários (além de irritar os outros) e com a internet e os computadores eles definitivamente serão aposentados. Prefiro assim, meu blog está virando uma espécie de diário, mas aqui a intenção é ser lido e quando não quiser que aconteça, posso colocar uma senha ou algo do tipo, os irmãos mais velhos dos novos tempos terão que arrumar novos passatempos para chatear os menores não é?
Outra coisa que me incomoda nos diários é o valor que eles tem para os outros, principalmente em se tratando de irmãos mais velhos, por sorte eu só tive irmãs, mas meus amigos fizeram as vezes de me amolarem por causa do citado. E olha que como homem, ou menino na época, eu nem colocava nada de extraordinário nele, só os acontecimentos do dia e mesmo assim, todos os dias alguém queria ler, e sempre que alguém o lia eu tinha problemas. O legal dos diários é mesmo pegar o de alguém, minhas irmãs viravam verdadeiras feras quando eu as ameaçava com algum artigo interessante que lera nas suas páginas. Sempre relacionado a algum carinha da escola ou da rua e eu me divertia. Digo que podem ser perigosos, porque tentar ler o diário de uma menina pode levar à uma morte lenta e dolorosa se for pego com a boca na butija, se der sorte isso não acontecerá, mas se acontecer que Deus lhe proteja. Certa vez uma das minhas irmãs me pegou abrindo o diário e não preciso nem contar que tomei uma vassourada, porque na verdade até hoje não sei ao certo se era mesmo uma vassoura. Na verdade nunca vi muita utilidade em diários (além de irritar os outros) e com a internet e os computadores eles definitivamente serão aposentados. Prefiro assim, meu blog está virando uma espécie de diário, mas aqui a intenção é ser lido e quando não quiser que aconteça, posso colocar uma senha ou algo do tipo, os irmãos mais velhos dos novos tempos terão que arrumar novos passatempos para chatear os menores não é?
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Primeiro dia de aula
Quem nunca aprontou na escola? Eu sempre fui um garoto calmo, mas sempre fui um garoto e no período escolar fazemos coisas que até Deus duvida, e eu não era diferente. Aconteceu há uns 12 anos atrás, eu acabara de ingressar na quinta série do ensino fundamental e foi o primeiro ano meu e de um dos meus melhores amigos na escola e alguem teve a (in)feliz idéia de pedir para a diretora nos colocar na mesma sala. Nos conhecemos desde os três anos de idade, somos praticamente irmãos tudo que havíamos feito de bom e de ruim tinha sido juntos, e ainda assim alguém se superou ao colocar-nos na mesma sala.
O curioso é que a diretora acatou tal pedido, será que ela não imaginou o que estaria por vir, ou por ver nossas carinhas de anjos (na época) achou que éramos inofencivos? De qualquer modo, fomos matriculados na mesma turma. Quisera eu que meus sonhos de ter um ano tranquilo na escola nova fossem bem sucedidos, e já naquela época eu odiava estar errado. Era para ser um ano de descobertas, começavam a crescer pelos pubianos, eu começara a olhar para as garotas de outra maneira e logo no primeiro, sim no PRIMEIRO dia de aula, eu me dou mal. Na verdade isso me rendeu algumas admiradoras num futuro não muito distante, mas acabou com minhas chances com a garota que eu cobiçava. Vou explicar como eu planejei aquele ano.
No primeiro dia de aula, eu olharia as garotas e decidiria qual eu passaria o ano tentando conquistar, listaria três no caso de haver algum contratempo, como um pai policial ou a escolhida mudar de escola. Decidido isso, passaria a pensar na estratégia de conquista, infelizmente não pude avançar nos meus planos, e vocês saberão o motivo. Naquele fatídico dia, assistimos às três primeiras aulas normalmente e após fomos para o intervalo, naquele tempo ainda chamávamos de recreio. Eu estava faminto e fui até a cozinha ver o menu do dia. Para minha surpresa e felicidade, serviam pão com carne louca e eu amo, comi uns três. Acabado o recreio subimos para a sala de aula e como eu não tinha planos de comer na escola, percebi que esquecera a escova de dentes, tive uma luta épica com um fio de carne encrustado entre os incisivos superiores, vulgarmente conhecido como "atacantes", foi uma luta árdua que persistiu até adentrar a classe e sentar-me.
Nessa hora eu fui traído e de minha boca jorrou um jato enorme de saliva que prendeu no cabelo da garota à minha frente, que na verdade parecia impermeável, as pequenas gotas ficaram muito salientes naquele cabelo ruim e meu amigo, que sentara ao meu lado, como bom amigo riu muito daquela situação e eu também não consegui me segurar, parecíamos dois idiotas rindo descontroladamente e a professora logo nos interpelou - Posso saber qual é a graça? - Para o nosso azar ela acabara de se apresentar à turma quando começamos a rir, o que levantou suspeitas de que ela seria o motivo de nosso riso. Eu tentei me explicar mas só consegui dizer o seguinte - Nada não prof... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - e o meu vizinho de mesa, como bom amigo que é até hoje me acompanhou.
A professora perdeu a cabeça conosco no mesmo instante e ordenou que nos retirássemos da sala de aula, postou-nos um de cada lado da porta, cada um virado para um lado, ainda rindo feito idiotas. Passado algum tempo, ela pode perceber que haviamos nos acalmado e foi permitir a nossa entrada - E ai? Já pararam com a palhaçada? - No momento que nos viramos e deparamos de fronte um ao outro, foi inevitável - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - e nossa professora mandou termos com a diretora, que era carinhosamente apelidada de nove e meio, devido à falta de metade de um dos dedos da mão.
Incrivelmente nem na frente da diretora nós parávamos de rir, era só olhar para a cara um do outro e estourar em riso, a distinta senhora muito perspicaz, percebeu isso e tirou meu amigo da sala, aos poucos, mas muito rapidamente me acalmei e até senti um pouco de medo. Então comecei meu relato da história, que acabara passados poucos minutos, então a diretora chamou meu amigo e me tirou da sala, conversou com ele por uns quinze minutos que pareceram horas para mim.
Ela chamou a mim de volta para dentro da sala dela e proferiu a sentença, ambos suspensos por dois dias. Ninguém merece começar um ano letivo desse jeito. Depois eu conto como foi o resto do ano...
O curioso é que a diretora acatou tal pedido, será que ela não imaginou o que estaria por vir, ou por ver nossas carinhas de anjos (na época) achou que éramos inofencivos? De qualquer modo, fomos matriculados na mesma turma. Quisera eu que meus sonhos de ter um ano tranquilo na escola nova fossem bem sucedidos, e já naquela época eu odiava estar errado. Era para ser um ano de descobertas, começavam a crescer pelos pubianos, eu começara a olhar para as garotas de outra maneira e logo no primeiro, sim no PRIMEIRO dia de aula, eu me dou mal. Na verdade isso me rendeu algumas admiradoras num futuro não muito distante, mas acabou com minhas chances com a garota que eu cobiçava. Vou explicar como eu planejei aquele ano.
No primeiro dia de aula, eu olharia as garotas e decidiria qual eu passaria o ano tentando conquistar, listaria três no caso de haver algum contratempo, como um pai policial ou a escolhida mudar de escola. Decidido isso, passaria a pensar na estratégia de conquista, infelizmente não pude avançar nos meus planos, e vocês saberão o motivo. Naquele fatídico dia, assistimos às três primeiras aulas normalmente e após fomos para o intervalo, naquele tempo ainda chamávamos de recreio. Eu estava faminto e fui até a cozinha ver o menu do dia. Para minha surpresa e felicidade, serviam pão com carne louca e eu amo, comi uns três. Acabado o recreio subimos para a sala de aula e como eu não tinha planos de comer na escola, percebi que esquecera a escova de dentes, tive uma luta épica com um fio de carne encrustado entre os incisivos superiores, vulgarmente conhecido como "atacantes", foi uma luta árdua que persistiu até adentrar a classe e sentar-me.
Nessa hora eu fui traído e de minha boca jorrou um jato enorme de saliva que prendeu no cabelo da garota à minha frente, que na verdade parecia impermeável, as pequenas gotas ficaram muito salientes naquele cabelo ruim e meu amigo, que sentara ao meu lado, como bom amigo riu muito daquela situação e eu também não consegui me segurar, parecíamos dois idiotas rindo descontroladamente e a professora logo nos interpelou - Posso saber qual é a graça? - Para o nosso azar ela acabara de se apresentar à turma quando começamos a rir, o que levantou suspeitas de que ela seria o motivo de nosso riso. Eu tentei me explicar mas só consegui dizer o seguinte - Nada não prof... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - e o meu vizinho de mesa, como bom amigo que é até hoje me acompanhou.
A professora perdeu a cabeça conosco no mesmo instante e ordenou que nos retirássemos da sala de aula, postou-nos um de cada lado da porta, cada um virado para um lado, ainda rindo feito idiotas. Passado algum tempo, ela pode perceber que haviamos nos acalmado e foi permitir a nossa entrada - E ai? Já pararam com a palhaçada? - No momento que nos viramos e deparamos de fronte um ao outro, foi inevitável - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - e nossa professora mandou termos com a diretora, que era carinhosamente apelidada de nove e meio, devido à falta de metade de um dos dedos da mão.
Incrivelmente nem na frente da diretora nós parávamos de rir, era só olhar para a cara um do outro e estourar em riso, a distinta senhora muito perspicaz, percebeu isso e tirou meu amigo da sala, aos poucos, mas muito rapidamente me acalmei e até senti um pouco de medo. Então comecei meu relato da história, que acabara passados poucos minutos, então a diretora chamou meu amigo e me tirou da sala, conversou com ele por uns quinze minutos que pareceram horas para mim.
Ela chamou a mim de volta para dentro da sala dela e proferiu a sentença, ambos suspensos por dois dias. Ninguém merece começar um ano letivo desse jeito. Depois eu conto como foi o resto do ano...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Saudades
E existe um sentimento pior que a saudade? Se existir digam-me qual é. Eu classifico a saudade de 2 maneiras: a passageira e a permanente, embora ambas sejam muito duras, acredito que a passageira dói menos. Afinal, como minha classificação sugere, ela passa, provavelmente quando a pessoa sentida retorna, já a permanente sabemos que não voltaremos a ver determinado ente, amigo, paixonite, amor, etc.
É intrigante o que podemos fazer ou pensar quando sentimos a falta de alguém que amamos e posso dizer com segurança, pois experimentei e experimento essas saudades de uma maneira corriqueira e recentemente uma saudade misturou-se com a outra e complicou um pouco minha vida. Quando sai da casa dos meus pais por exemplo, sentia uma imensa saudade deles, mas de certa forma sabia que podia ve-los sempre que a agonia ou necessidade me afligisse, porém isso acabou e parte dessa saudade gostosa que é a passageira, tornou-se a mais terrível agonia, foi quando meu pai faleceu há cerca de um ano. Desde então aquele aperto leve no peito transformou-se num buraco sem fim e dói, tira tudo que existe de você e só deixa a dor.
Minha esposa viaja algumas vezes a trabalho e nesse momento surge a saudade passageira, fico muito feliz quando ela retorna e podemos conviver novamente, sei que estará lá quando eu precisar, que não faltará e posso abraçar, beijar, etc. sempre que tiver vontade e oportunidade, na verdade vejo a saudade passageira mais como um teste, dos sentimentos, da fidelidade, da amizade. Claro que não sentimos a falta apenas de nossos familiares e esposas/maridos, amigos muitas vezes se fazem mais necessários que ambos. Tem coisas que só os amigos resolvem, e algumas vezes não estão por perto para nos ajudar, nem que seja com uma palavra. Espero não precisar sentir saudades permanentes de mais ninguém tão cedo, meus amigos, esposa, familiares, espero que saibam que os carrego dentro de mim, dizem que enquanto temos uma boa lembrança a pessoa está sempre próximo a nós, espero que seja verdade, talvez assim possamos amenizar a maior das angústias que eu já vivi.
É intrigante o que podemos fazer ou pensar quando sentimos a falta de alguém que amamos e posso dizer com segurança, pois experimentei e experimento essas saudades de uma maneira corriqueira e recentemente uma saudade misturou-se com a outra e complicou um pouco minha vida. Quando sai da casa dos meus pais por exemplo, sentia uma imensa saudade deles, mas de certa forma sabia que podia ve-los sempre que a agonia ou necessidade me afligisse, porém isso acabou e parte dessa saudade gostosa que é a passageira, tornou-se a mais terrível agonia, foi quando meu pai faleceu há cerca de um ano. Desde então aquele aperto leve no peito transformou-se num buraco sem fim e dói, tira tudo que existe de você e só deixa a dor.
Minha esposa viaja algumas vezes a trabalho e nesse momento surge a saudade passageira, fico muito feliz quando ela retorna e podemos conviver novamente, sei que estará lá quando eu precisar, que não faltará e posso abraçar, beijar, etc. sempre que tiver vontade e oportunidade, na verdade vejo a saudade passageira mais como um teste, dos sentimentos, da fidelidade, da amizade. Claro que não sentimos a falta apenas de nossos familiares e esposas/maridos, amigos muitas vezes se fazem mais necessários que ambos. Tem coisas que só os amigos resolvem, e algumas vezes não estão por perto para nos ajudar, nem que seja com uma palavra. Espero não precisar sentir saudades permanentes de mais ninguém tão cedo, meus amigos, esposa, familiares, espero que saibam que os carrego dentro de mim, dizem que enquanto temos uma boa lembrança a pessoa está sempre próximo a nós, espero que seja verdade, talvez assim possamos amenizar a maior das angústias que eu já vivi.
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