Poxa vida, como é perturbador ficar sem assunto no meio de uma conversa. Quem nunca passou por isso? Você encontra aquele amigo que não vê há anos e logo está numa enrascada, acabou o assunto, eu já cheguei a pensar, que minha vida era uma droga, eu não conseguia manter uma conversa de 10 minutos com um amigo distante há anosm, é degradante. Olhar a situação é divertido, dá para perceber no rosto da pessoa o constrangimento e o assunto muda da água para o vinho num piscar de olhos. E sempre acabam lembrando de histórias de décadas passadas.
Pois é, infelizmente não estou imune à falta de assunto e aconteceu comigo recentemente. Fui numa festa de aniversário de um primo, lugar clássico para esse tipo de incidente, e encontrei com alguns parentes que moram em outras cidades, além de ter trocado os nomes de dois primos (afinal eram dois irmãos e a última vez que os vi juntos eu já nem lembrava quando havia sido) e com todo aquele alvoroço me vi diante de um marido de uma tia que eu nem lembrava que existia, ele por sinal também não fazia ideia de quem era eu, ficou me olhando e olhando e finalmente falou: "Você é filho de quem?", após conter o riso (ação a qual necessitou muito esforço e autocontrole) respondi: "Da Cida.", daí ele abriu um largo sorriso banguelo e me abraçou dizendo: "Caramba, sinto muito pelo seu pai filho" o detalhe é que meu falecera há mais de um ano, e ele estava no velório. E continuou: "Como você cresceu. Porque você sabe que eu te carreguei no colo, você era desde tamanho" e fez um sinal meio vago com a mão.
Achei que morreria tendo de ouvi-lo falar como eu era bonitinho quando menino, mas graças a Deus chegou minha salvadora, a mulher dele, e o levou para longe. Pensei que tinha me livrado desse tipo de situação naquela noite, e só eu sei o quanto odeio estar errado. Meu primo de Campinas chegara atrasado na festa e lá vamos nós, "Oi, como você tá? E o trabalho? E o casamento? E os filhos? - perguntas super clichê, mas ele estava longe e tinha que começar a conversa de algum modo. Questionário respondido, ficou sem assunto e acabamos apenas bebendo e lembrando de décadas atrás.
O pior tipo de situação que falta assunto é quando não pode faltar assunto, por exemplo. Você pega o elevador com aquele mulherão do 11º andar do seu prédio que tem 15 andares, para ter um tempo extra você, que mora no 2º, aperta o 12 e tenta puxar conversa, falha amargamente e o máximo que consegue é "Calor né?", ou então quando pega o bendito elevador com o chefe. Essa é uma situação delicada, onde eu me limito a falar estritamente o necessário, "Bom dia", e fingir que estou lendo alguma coisa, porém, se não tiver nada em mãos, é bom ter alguma boa explicação para o projeto estar atrasado.
Pior que ficar sem assunto é ficar ouvindo alguem falar de algo que simplesmente não lhe interessa. Realizem, chego em casa, estou na garagem do prédio, moro no 12º andar e o síndico vem me dizer que o cano da descarga dele arrebentou, eu gostaria de responder "Azar o seu, quem vai nadar nas fezes é você, e o cheiro não chega do 1º ao 12º andar, passar bem", mas a regra da boa educação nos pede para dizer pelo menos um "Puxa, que chato. Já tem um encanador?" Se ele disser quer sim, ótimo me livro numa boa, caso contrário terei que achar um assim que entrar no apartamento, isso se não der a falta de sorte de ele querer subir comigo para pegar o número.
Uma solução para isso são os MP3, os jornais e os celulares também, é só fingir que está ocupado e tenho certeza que se livrará de boas.
Blog de Crônicas, busco mostrar aqui um pouco da realidade sob a minha perspectiva.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Preconceito
Preconceito é diferente de pré-conceito. Eu por exemplo tenho muitos pré-conceitos, todavia poucos preconceitos. Não sou presunçoso a ponto de afirmar que não tenho nenhum preconceito, mesmo porque ambos conceitos são separados por uma linha muito tênue, qual um fio de fumaça num dia de leve brisa, e não tenho certeza de qual lado da linha estou. Afinal o qual a diferença entre eles? Bom ao meu ver pré-conceito é uma idéia previamente estabelecida a respeito de algo, no que preconceito é algo que beira mais a intolerância ou ignorância do cidadão.
Claro que existem muitos tipos de preconceito, não posso sequer me arriscar a enumerar, porém fico pensando se, ter a pele clara me faz um homem melhor, se gostar de heavy metal me faz um cara mais decente, se ser casado com uma mulher me faz mais homem, e a única resposta que encontro para essas perguntas é muito simples, curta e grossa: NÃO! Absolutamente, falando de homossexualismo, quem é MACHO o suficiente para assumir para o próprio pai a homossexualidade? Ou então para dizer à mãe que na verdade gosta de meninas. É ridículo pensar que existem pessoas que marginalizam homossexuais, as travestis tem que vender o próprio corpo porque não lhes dão emprego, no mundo de hoje não pode acontecer isso.
Não posso me ater só a discriminação contra homossexuais, e os negros? "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra". Acho que Bob Marley já falou tudo sobre o tema, mas me impressiona isso existir no Brasil, um país onde tudo se misturou e continua misturando e apesar de alguma parcela da população ainda ter este tipo chucro de sentimento, o governo endossa tal prática, criando, por exemplo, cotas de negros em universidades. A minha vaga da USP foi para cotas de negros, mas o que me deixou enfurecido, não foi perder a vaga, foi o critério utilizado. Fui melhor no exame, merecia a vaga, dei um duro danado para conseguir e fiquei sem porque dei o azar de nascer branco, apesar de ter negros na família. Negros são tão inteligentes quanto brancos, alguns mais outros menos, mas isso nada tem a ver com a cor da pele.
É engraçado o preconceito de negros contra negros, tenho um cunhado que fala para minha irmã quando ela faz trancinhas nos cabelos, "Não vou sair com você parecendo neguinha." Me enoja tanto, mas tanto, que não falo com ele há tempos. Quer reconhecer um cara racista? Pergunte se ele é racista, o racista responde: "Claro que não, meu melhor amigo é negro", enquanto uma pessoa inteligente responde apenas "Não". Escrevi tudo isso porque não aguento mais ouvir coisas do tipo "Tinha que ser preto" ou "Volta pra floresta macaco" é algo que não dá nem para descrever com palavras, mas algo que chega perto é REPUGNANTE.
Acho que tenho um preconceito sim, odeio gente preconceituosa, além de fabricantes de cigarro, mas isso é assunto para uma outra hora não é?!
Claro que existem muitos tipos de preconceito, não posso sequer me arriscar a enumerar, porém fico pensando se, ter a pele clara me faz um homem melhor, se gostar de heavy metal me faz um cara mais decente, se ser casado com uma mulher me faz mais homem, e a única resposta que encontro para essas perguntas é muito simples, curta e grossa: NÃO! Absolutamente, falando de homossexualismo, quem é MACHO o suficiente para assumir para o próprio pai a homossexualidade? Ou então para dizer à mãe que na verdade gosta de meninas. É ridículo pensar que existem pessoas que marginalizam homossexuais, as travestis tem que vender o próprio corpo porque não lhes dão emprego, no mundo de hoje não pode acontecer isso.
Não posso me ater só a discriminação contra homossexuais, e os negros? "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra". Acho que Bob Marley já falou tudo sobre o tema, mas me impressiona isso existir no Brasil, um país onde tudo se misturou e continua misturando e apesar de alguma parcela da população ainda ter este tipo chucro de sentimento, o governo endossa tal prática, criando, por exemplo, cotas de negros em universidades. A minha vaga da USP foi para cotas de negros, mas o que me deixou enfurecido, não foi perder a vaga, foi o critério utilizado. Fui melhor no exame, merecia a vaga, dei um duro danado para conseguir e fiquei sem porque dei o azar de nascer branco, apesar de ter negros na família. Negros são tão inteligentes quanto brancos, alguns mais outros menos, mas isso nada tem a ver com a cor da pele.
É engraçado o preconceito de negros contra negros, tenho um cunhado que fala para minha irmã quando ela faz trancinhas nos cabelos, "Não vou sair com você parecendo neguinha." Me enoja tanto, mas tanto, que não falo com ele há tempos. Quer reconhecer um cara racista? Pergunte se ele é racista, o racista responde: "Claro que não, meu melhor amigo é negro", enquanto uma pessoa inteligente responde apenas "Não". Escrevi tudo isso porque não aguento mais ouvir coisas do tipo "Tinha que ser preto" ou "Volta pra floresta macaco" é algo que não dá nem para descrever com palavras, mas algo que chega perto é REPUGNANTE.
Acho que tenho um preconceito sim, odeio gente preconceituosa, além de fabricantes de cigarro, mas isso é assunto para uma outra hora não é?!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Estado Laico
Afinal de contas, o que é Estado Laico? Ao contrário do que muitos pensam não é nenhum estado do interior de Israel, e sim uma maneira de dizer que determinado país não mistura política com religião. Está no Wikipédia, e pelo amor de Deus (literalmente), não confundam com ateísmo. Deve ser muita presunção minha escrever sobre dois assuntos tão polêmicos no mesmo texto afinal, futebol, religião e política não se discutem certo? Errado. Não quero entrar no mérito religioso da questão, mas a pedido de uma amiga resolvi escrever.
Teoricamente o Brasil é um Estado Laico, os Três Poderes são independentes (até demais) para tomar suas decisões, enquanto o quarto poder (poder paralelo, conhecido também como crime organizado) parece ser quem realmente manda. O que me revolta, para não dizer que me deixa puto, é a cara de pau de alguns políticos de colocarem a igreja na frente de decisões erradas tomadas por ELES e mais ninguém.
Não preciso nem voltar muito no tempo, há poucos anos, houve discussão sobre célular tronco embrionárias, a decisão, primeiramente foi adiada por causa da Igreja. Como pode a igreja condenar algo que salvaria a vida de milhares, se não de milhões de pessoas no mundo? Deus nos fez à sua semelhança porque afinal? Porque nos ama acima de tudo, como muitos de nós a Ele.
Essas pesquisas poderiam ter salvo meu próprio pai e sinto muito a falta dele, claro que tem pessoas mais públicas que ele, Pedro Moreira Salles, portador de distrofia muscular, isso sem falar nos anônimos do Brasil e do Mundo. Até onde vai esse Estado Laico? Para mim é apenas algo que utilizam para mascarar as verdadeiras intenções deles próprios e, estrategicamente, colocar a culpa em alguém (já dizia o velho ditado, errar é humano, colocar a culpa em outro é estratégico). Sinceramente, esse tipo de atitude não entra na minha cabeça.
Há também a situação inversa, quanto pessoas ligadas à Igreja querem entrar para a política e foi por isso que minha amiga pediu para eu escrever, vejam, ela segue o protestantismo (evangélica) e a igreja que frequenta já escolheu o canditado por ela. Eu não acho errado querer fazer campanha para um membro da comunidade, longe disso, mas tudo tem limites, funciona assim, você vem à nossa igreja/salão/paróquia/qualquer nome que deem então votará no NOSSO canditado, pô, tem algo errado nisso tudo, na verdade deve ser alguém ligado à família dos donos da igreja visando lucro próprio, seja financeiro ou de qualquer outra natureza, infelizmente acontece em quase TODAS as igrejas hoje em dia. O que é lamentável, pessoas deixam suas vidas para a igreja porque são forçadas a isso. Entregam casa, carro e todo o seu dinheiro.
Eu conheci uma senhora, Dona Iraci, que vivia de uma pensão ou aposentadoria de menos de 1 salário mínimo e desse dinheiro pelo menos a metade, isso mesmo a METADE, e não os 10% ia para a igreja, essa que por sua vez, já tinha tido todos os nomes e formas geométricas possíveis e imagináveis. Eu não sou contra essa ou aquela igreja, sou contra TODAS as igrejas que usam o nome de Deus para tirar dinheiro da fé das pessoas, Dona Iraci, muitas vezes não tinha o que comer, ela pedia nas casas da rua mas o dinheiro da igreja não faltava.
Eu dedico o que posso à instituições sérias, renomadas e ajudo com o que posso, nem sempre atinge os 10% que Deus estipulou, mas sei que faço o que posso, e sei que Ele vai me aceitar em Sua casa quando chegar minha hora, gostaria de saber o destino de pessoas que usam o Seu nome para causar tanto mal aos que Lhe são fiéis. Que Deus os tenha.
Teoricamente o Brasil é um Estado Laico, os Três Poderes são independentes (até demais) para tomar suas decisões, enquanto o quarto poder (poder paralelo, conhecido também como crime organizado) parece ser quem realmente manda. O que me revolta, para não dizer que me deixa puto, é a cara de pau de alguns políticos de colocarem a igreja na frente de decisões erradas tomadas por ELES e mais ninguém.
Não preciso nem voltar muito no tempo, há poucos anos, houve discussão sobre célular tronco embrionárias, a decisão, primeiramente foi adiada por causa da Igreja. Como pode a igreja condenar algo que salvaria a vida de milhares, se não de milhões de pessoas no mundo? Deus nos fez à sua semelhança porque afinal? Porque nos ama acima de tudo, como muitos de nós a Ele.
Essas pesquisas poderiam ter salvo meu próprio pai e sinto muito a falta dele, claro que tem pessoas mais públicas que ele, Pedro Moreira Salles, portador de distrofia muscular, isso sem falar nos anônimos do Brasil e do Mundo. Até onde vai esse Estado Laico? Para mim é apenas algo que utilizam para mascarar as verdadeiras intenções deles próprios e, estrategicamente, colocar a culpa em alguém (já dizia o velho ditado, errar é humano, colocar a culpa em outro é estratégico). Sinceramente, esse tipo de atitude não entra na minha cabeça.
Há também a situação inversa, quanto pessoas ligadas à Igreja querem entrar para a política e foi por isso que minha amiga pediu para eu escrever, vejam, ela segue o protestantismo (evangélica) e a igreja que frequenta já escolheu o canditado por ela. Eu não acho errado querer fazer campanha para um membro da comunidade, longe disso, mas tudo tem limites, funciona assim, você vem à nossa igreja/salão/paróquia/qualquer nome que deem então votará no NOSSO canditado, pô, tem algo errado nisso tudo, na verdade deve ser alguém ligado à família dos donos da igreja visando lucro próprio, seja financeiro ou de qualquer outra natureza, infelizmente acontece em quase TODAS as igrejas hoje em dia. O que é lamentável, pessoas deixam suas vidas para a igreja porque são forçadas a isso. Entregam casa, carro e todo o seu dinheiro.
Eu conheci uma senhora, Dona Iraci, que vivia de uma pensão ou aposentadoria de menos de 1 salário mínimo e desse dinheiro pelo menos a metade, isso mesmo a METADE, e não os 10% ia para a igreja, essa que por sua vez, já tinha tido todos os nomes e formas geométricas possíveis e imagináveis. Eu não sou contra essa ou aquela igreja, sou contra TODAS as igrejas que usam o nome de Deus para tirar dinheiro da fé das pessoas, Dona Iraci, muitas vezes não tinha o que comer, ela pedia nas casas da rua mas o dinheiro da igreja não faltava.
Eu dedico o que posso à instituições sérias, renomadas e ajudo com o que posso, nem sempre atinge os 10% que Deus estipulou, mas sei que faço o que posso, e sei que Ele vai me aceitar em Sua casa quando chegar minha hora, gostaria de saber o destino de pessoas que usam o Seu nome para causar tanto mal aos que Lhe são fiéis. Que Deus os tenha.
domingo, 8 de agosto de 2010
Insônia
Quem nunca sofreu de insônia? Pois é, eu até a última noite nunca havia sofrido. É difícil ficar sem dormir quando o mundo está praticamente morto, você vira de um lado a outro da cama, levanta, bebe água, vai ao banheiro, deita-se novamente e simplesmente não consegue pregar os olhos.
O problema não é nem a falta de sono, você está exausto, teve um dia ruim e, ao que tudo indica, a noite não será diferente. A noite tem uma pitada de mistérios, e algo de sombrio também, barulhos comuns soam como ameaça, sombras transformam-se em verdadeiros objetos de pavor, ou será que tudo isso é fruto do cansaço descomunal que o dia lhe proporcionou? Estou na dúvida, essa noite foi complicada e estou escrevendo sem ao menos ter tido uma hora de sono, é algo que realmente implica num esforço mental muito grande, e pra ser sincero, são 22:00 e não me sinto propenso a dormir, talvez venha outra noite em claro.
A pessoa que poderia ajudar já dorme tranqüila num sono de exaustão, afinal, ela trabalhou o dia todo também, fez por merecer uma noite de esquecimento, temos passado tantos problemas (graças a Deus o casamento vai bem, eu a amo muito sabe). A pior parte de ser abençoado com tal graça Divina, é prestar atenção a todos os sons e movimentos dos apartamentos vizinhos (acho até que escutei um pum do apartamento de cima), os ruídos noturnos, são peculiares e prendem muito a atenção, o que dificulta na hora de desligar o computador central e colocar a “máquina” em stand by.
Minha esposa costumeiramente fala dormindo, ainda bem que eu também durmo (com exceção desta fatídica noite), pois do contrário acho que discutiríamos. Por volta das 03:00 da manhã, ela começou a reclamar do puff, que o coelho roeu (sim, eu tenho um coelho), e agora soltava bolinhas de isopor pela casa. Eu, como um bom marido, prontamente comecei a rir descontroladamente, e ela acordou reclamando (o que deve ser uma constante na vida das mulheres não é verdade), afinal por quê diabos estaria eu, gargalhando às 03:00 da manhã? Para minha sorte ela adormeceu antes de ouvir a resposta e hoje quando contei o ocorrido, apenas rimos da situação. O desenrolar da noite foi assim, até que liguei a TV na Globo, estava passando um filme chamado Jhonny Guittar no Corujão, tem um enredo legal, mas o final deixa a desejar.
Por volta das 05:30, quando acabou o filme o celular despertou (essa coisa de despertador já era), era mais um dia começando, ainda bem que esse dia era o sábado, e, se os vizinhos tivessem permitido, teria colocado o sono em dia.
No exato momento que escrevo, ela está aqui, me chamando pra dormir, acho que escrevo mais uma outra hora, não é...
O problema não é nem a falta de sono, você está exausto, teve um dia ruim e, ao que tudo indica, a noite não será diferente. A noite tem uma pitada de mistérios, e algo de sombrio também, barulhos comuns soam como ameaça, sombras transformam-se em verdadeiros objetos de pavor, ou será que tudo isso é fruto do cansaço descomunal que o dia lhe proporcionou? Estou na dúvida, essa noite foi complicada e estou escrevendo sem ao menos ter tido uma hora de sono, é algo que realmente implica num esforço mental muito grande, e pra ser sincero, são 22:00 e não me sinto propenso a dormir, talvez venha outra noite em claro.
A pessoa que poderia ajudar já dorme tranqüila num sono de exaustão, afinal, ela trabalhou o dia todo também, fez por merecer uma noite de esquecimento, temos passado tantos problemas (graças a Deus o casamento vai bem, eu a amo muito sabe). A pior parte de ser abençoado com tal graça Divina, é prestar atenção a todos os sons e movimentos dos apartamentos vizinhos (acho até que escutei um pum do apartamento de cima), os ruídos noturnos, são peculiares e prendem muito a atenção, o que dificulta na hora de desligar o computador central e colocar a “máquina” em stand by.
Minha esposa costumeiramente fala dormindo, ainda bem que eu também durmo (com exceção desta fatídica noite), pois do contrário acho que discutiríamos. Por volta das 03:00 da manhã, ela começou a reclamar do puff, que o coelho roeu (sim, eu tenho um coelho), e agora soltava bolinhas de isopor pela casa. Eu, como um bom marido, prontamente comecei a rir descontroladamente, e ela acordou reclamando (o que deve ser uma constante na vida das mulheres não é verdade), afinal por quê diabos estaria eu, gargalhando às 03:00 da manhã? Para minha sorte ela adormeceu antes de ouvir a resposta e hoje quando contei o ocorrido, apenas rimos da situação. O desenrolar da noite foi assim, até que liguei a TV na Globo, estava passando um filme chamado Jhonny Guittar no Corujão, tem um enredo legal, mas o final deixa a desejar.
Por volta das 05:30, quando acabou o filme o celular despertou (essa coisa de despertador já era), era mais um dia começando, ainda bem que esse dia era o sábado, e, se os vizinhos tivessem permitido, teria colocado o sono em dia.
No exato momento que escrevo, ela está aqui, me chamando pra dormir, acho que escrevo mais uma outra hora, não é...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Adoniran Barbosa
Sábado, 06 de agosto de 1910, na cidade de Valinhos, nascia João Rubinato. Mas quem diabos era esse homem? João Rubinato era apenas mais um no mundo, e durante algum tempo continuou assim, eu não era nascido e na verdade nunca soube de fato quem fora esse tal João Rubinato. Eu aprendi a conhecê-lo como Adoniran Barbosa.
Filho de imigrantes italianos, alterou seu ano de nascimento para poder trabalhar. O engraçado da história, é que, João Rubinato, não gostava de estudar, e muito cedo abandonou a escola. Não estou aqui para discorrer sobre a biografia dele, uma vez que o Wikipedia chegou na minha frente, mas para falar das grandes obras que João Rubinato nos deixou e de seu exemplo de perseverança e bondade. Tal como eu, começou a trabalhar muito cedo (10 anos, o que era proibido e por isso alterou sua certidão), como vivia mudando de residência, não criava raízes, até conhecer a bela São Paulo (gente, bela há uns 80 anos atrás tá), mas antes disso fez muitas coisas, trabalhou até como marmiteiro, mas seu destino era maior, e até como ator tentou ganhar a vida.
Mas quis o destino (que muitas vezes é sacana) que ele tentasse a música e foi aí que todos nós conhecemos Adoniran Barbosa (nome que tomou emprestado de um conhecido), mas tal como eu, só que infinitas vezes melhor, a sua inspiração vinha das ruas, do cotidiano nosso, das pequenas coisas que nos fazem humanos, que nos fazem paulistanos. Como grande crônista que foi, destacou os bairros de São Paulo como apenas um morador o faria, Casa Verde, Mooca, Jaçana e muitos outros.
Adoniran Barbosa nos deixou em 23 de novembro de 1982, eu ainda não era nascido, já estava nos planos dos meus pais, mas ainda não tinha dado o ar da minha graça. mas as palavras cantadas desse grande mestre da arte, ficarão para sempre nos pergaminhos da história.
João Rubinato, esteja com Deus e alegre a eternidade dos anjos do céu.
Filho de imigrantes italianos, alterou seu ano de nascimento para poder trabalhar. O engraçado da história, é que, João Rubinato, não gostava de estudar, e muito cedo abandonou a escola. Não estou aqui para discorrer sobre a biografia dele, uma vez que o Wikipedia chegou na minha frente, mas para falar das grandes obras que João Rubinato nos deixou e de seu exemplo de perseverança e bondade. Tal como eu, começou a trabalhar muito cedo (10 anos, o que era proibido e por isso alterou sua certidão), como vivia mudando de residência, não criava raízes, até conhecer a bela São Paulo (gente, bela há uns 80 anos atrás tá), mas antes disso fez muitas coisas, trabalhou até como marmiteiro, mas seu destino era maior, e até como ator tentou ganhar a vida.
Mas quis o destino (que muitas vezes é sacana) que ele tentasse a música e foi aí que todos nós conhecemos Adoniran Barbosa (nome que tomou emprestado de um conhecido), mas tal como eu, só que infinitas vezes melhor, a sua inspiração vinha das ruas, do cotidiano nosso, das pequenas coisas que nos fazem humanos, que nos fazem paulistanos. Como grande crônista que foi, destacou os bairros de São Paulo como apenas um morador o faria, Casa Verde, Mooca, Jaçana e muitos outros.
Adoniran Barbosa nos deixou em 23 de novembro de 1982, eu ainda não era nascido, já estava nos planos dos meus pais, mas ainda não tinha dado o ar da minha graça. mas as palavras cantadas desse grande mestre da arte, ficarão para sempre nos pergaminhos da história.
João Rubinato, esteja com Deus e alegre a eternidade dos anjos do céu.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Curiosidade
A curiosidade é algo realmente curioso não é mesmo? E engraçado também. Quem nunca deu uma espiada no jornal, livro, revista, mini-game, SMS, etc alheio?
O que me chama atenção, é que, a curiosidade não é artigo de luxo, todos são curiosos, vejamos. Era uma sexta-feira, estava eu sentado no ônibus, tocou meu celular, acho péssimo atender celular no ônibus, mas como trabalhava externo com vendas, não tive alternativa e atendi o bendito. De pronto pude notar umas 4 ou 5 pessoas me olhando, provavelmente algumas delas queriam apenas que eu desligasse o celular e quando perceberam que eu não ligava para suas caras feias me esqueceram, umas 2 se me recordo bem, pareciam estar ouvindo tudo o que eu dizia. Acabei a conversa e pararam de olhar, mas a expressão de seus rostos era como se tivessem agora um novo objetivo na vida, (o que acho pouco provavél, uma vez que só conversei baboseiras com um amigo). Abri um livro do Bukowski (eu adoro e recomendo) e percebi o olhar da moça ao lado esticar até o mesmo, é um livro com uma quantidade razoável de palavrões e pensei que logo ela perderia o interesse, leve engano, de repente ela soltou um risinho (eu, a essa altura, já quase chorava de rir).
A moça desceu do ônibus, e eu, que só desceria no ponto final, continuei minha saga ao riso extremo, sentou um rapaz do meu lado, aparentava a mesma idade que eu, pouco mais ou pouco menos, e carregava uma Bíblia nas mãos. Não demorou muitas risadas para ele se interessar também e (claro) dar uma esticadinha de olhos no meu livro. Acho que não gostou muito, por que logo levantou e sentou do outro lado do bumba. Continuando minha viagem, que a essa altura parecia não ter fim, resolvi fechar o livro e cochilar um pouco. Quando acordei, percebi que o ônibus estava bem mais vazio, mas ainda havia apenas passado um pouco da metade do caminho (eu morava longe do trabalho e o trânsito em São Paulo na sexta feira é inacreditável), pensei em voltar a ler, mas pensei de novo e resolvi ouvir o Papo de Craque (programa de esportes da rádio Transmérica), só que eu sou meio surdo, então aumentei bem o volume do fone, e quando eu percebi, o rapaz do lado estava até tapando o ouvido oposto pra tentar ouvir o programa (tudo bem que o programa é ótimo pra quem gosta de futebol), e quando mudei de rádio deu pra ouvi-lo estalar os dentes, como se fosse errado eu mudar a estação do MEU rádio. Passado o incidente do rádio voltei à leitura e o rapaz do lado também, li por volta de 4 páginas (a essa altura o ônibus já estava chegando próximo à minha casa e o terreno é um pouco acidentado), como o transporte coletivo de São Paulo é muito bom não consegui mais ler por causa do balanço e agora tinha que me concentrar em permanecer em cima do banco, será que ele ficou bravo porque fechei o livro? Fico imaginando, qualquer dia vou estar lendo um livro e quando virar a página a pessoa do meu lado vai pedir para eu voltar e esperar um pouco. Agora falando a verdade, quem nunca deu uma esticada de olho não é mesmo? Eu confesso, sou curioso e continuarei esticando o olho.
Só peço uma coisa, não me olhem com cara feia por que dou gargalhadas sozinho! Eu não sou louco.
O que me chama atenção, é que, a curiosidade não é artigo de luxo, todos são curiosos, vejamos. Era uma sexta-feira, estava eu sentado no ônibus, tocou meu celular, acho péssimo atender celular no ônibus, mas como trabalhava externo com vendas, não tive alternativa e atendi o bendito. De pronto pude notar umas 4 ou 5 pessoas me olhando, provavelmente algumas delas queriam apenas que eu desligasse o celular e quando perceberam que eu não ligava para suas caras feias me esqueceram, umas 2 se me recordo bem, pareciam estar ouvindo tudo o que eu dizia. Acabei a conversa e pararam de olhar, mas a expressão de seus rostos era como se tivessem agora um novo objetivo na vida, (o que acho pouco provavél, uma vez que só conversei baboseiras com um amigo). Abri um livro do Bukowski (eu adoro e recomendo) e percebi o olhar da moça ao lado esticar até o mesmo, é um livro com uma quantidade razoável de palavrões e pensei que logo ela perderia o interesse, leve engano, de repente ela soltou um risinho (eu, a essa altura, já quase chorava de rir).
A moça desceu do ônibus, e eu, que só desceria no ponto final, continuei minha saga ao riso extremo, sentou um rapaz do meu lado, aparentava a mesma idade que eu, pouco mais ou pouco menos, e carregava uma Bíblia nas mãos. Não demorou muitas risadas para ele se interessar também e (claro) dar uma esticadinha de olhos no meu livro. Acho que não gostou muito, por que logo levantou e sentou do outro lado do bumba. Continuando minha viagem, que a essa altura parecia não ter fim, resolvi fechar o livro e cochilar um pouco. Quando acordei, percebi que o ônibus estava bem mais vazio, mas ainda havia apenas passado um pouco da metade do caminho (eu morava longe do trabalho e o trânsito em São Paulo na sexta feira é inacreditável), pensei em voltar a ler, mas pensei de novo e resolvi ouvir o Papo de Craque (programa de esportes da rádio Transmérica), só que eu sou meio surdo, então aumentei bem o volume do fone, e quando eu percebi, o rapaz do lado estava até tapando o ouvido oposto pra tentar ouvir o programa (tudo bem que o programa é ótimo pra quem gosta de futebol), e quando mudei de rádio deu pra ouvi-lo estalar os dentes, como se fosse errado eu mudar a estação do MEU rádio. Passado o incidente do rádio voltei à leitura e o rapaz do lado também, li por volta de 4 páginas (a essa altura o ônibus já estava chegando próximo à minha casa e o terreno é um pouco acidentado), como o transporte coletivo de São Paulo é muito bom não consegui mais ler por causa do balanço e agora tinha que me concentrar em permanecer em cima do banco, será que ele ficou bravo porque fechei o livro? Fico imaginando, qualquer dia vou estar lendo um livro e quando virar a página a pessoa do meu lado vai pedir para eu voltar e esperar um pouco. Agora falando a verdade, quem nunca deu uma esticada de olho não é mesmo? Eu confesso, sou curioso e continuarei esticando o olho.
Só peço uma coisa, não me olhem com cara feia por que dou gargalhadas sozinho! Eu não sou louco.
domingo, 1 de agosto de 2010
Tudo é Retórica
Curioso é um ano de eleição, ainda mais quando temos de eleger o novo presidente da república. Ás vezes me pergunto qual a real diferença entre os políticos, não que eu seja um radicalista ou qualquer coisa do gênero, mas não consigo enxergar muitas diferenças mesmo.
Mais curioso que um ano eleitoral no Brasil, é o reflexo que tal acontecimento causa na sociedade de uma maneira geral, é algo que me irrita e me fascina ao mesmo tempo. Todos os jornais publicam pesquisas, enquetes, etc, etc, etc, mas para que? Não acredito que as campanhas (debates, propaganda, etc), por exemplo, mudem muito a idéia do brasileiro de quem escolher. Um exemplo muito claro disso é o nosso querido (ou nem tanto assim) Paulo Maluf, quando surgiram todas as acusações contra ele muitos continuram votando nele, afinal "Ele rouba, mas faz!" O que consigo entender disso é, "Não ligo se ele roubar, contanto que minha vida melhore."
Na verdade, quero expor aqui algo que muito me incomoda. Em todo lugar vejo comentário de alguns candidatos à presidência este ano, sempre contando histórias de uns 50 anos atrás, por que um foi guerrilheiro, o outro fugiu do Brasil e o terceiro é evangélico e pára durante o expediente para realizar cultos religiosos.
Amigos leitores, só tenho uma coisa para dizer sobre isso. QUERO QUE O PASSADO DELES EXPLODA. O que importa para mim é, QUAL DELES REALMENTE ESTÁ QUALIFICADO PARA CONDUZIR O NOSSO PAÍS DE AGORA EM DIANTE? E continuar o bom trabalho que seus antecessores FHC e Lula, que embora sendo de partidos diferentes, fizeram muito por nós.
O importante é saber que nas campanhas tudo é retórica, e que na verdade o passado deles não diz muito sobre as pessoas que eles são agora.
Pessoal, pensem nisso e votem conscientes.
Mais curioso que um ano eleitoral no Brasil, é o reflexo que tal acontecimento causa na sociedade de uma maneira geral, é algo que me irrita e me fascina ao mesmo tempo. Todos os jornais publicam pesquisas, enquetes, etc, etc, etc, mas para que? Não acredito que as campanhas (debates, propaganda, etc), por exemplo, mudem muito a idéia do brasileiro de quem escolher. Um exemplo muito claro disso é o nosso querido (ou nem tanto assim) Paulo Maluf, quando surgiram todas as acusações contra ele muitos continuram votando nele, afinal "Ele rouba, mas faz!" O que consigo entender disso é, "Não ligo se ele roubar, contanto que minha vida melhore."
Na verdade, quero expor aqui algo que muito me incomoda. Em todo lugar vejo comentário de alguns candidatos à presidência este ano, sempre contando histórias de uns 50 anos atrás, por que um foi guerrilheiro, o outro fugiu do Brasil e o terceiro é evangélico e pára durante o expediente para realizar cultos religiosos.
Amigos leitores, só tenho uma coisa para dizer sobre isso. QUERO QUE O PASSADO DELES EXPLODA. O que importa para mim é, QUAL DELES REALMENTE ESTÁ QUALIFICADO PARA CONDUZIR O NOSSO PAÍS DE AGORA EM DIANTE? E continuar o bom trabalho que seus antecessores FHC e Lula, que embora sendo de partidos diferentes, fizeram muito por nós.
O importante é saber que nas campanhas tudo é retórica, e que na verdade o passado deles não diz muito sobre as pessoas que eles são agora.
Pessoal, pensem nisso e votem conscientes.
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